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09
mar
2026

Dia Internacional da Mulher: mais de 44% da contabilidade é composta por mulheres, mas desafios no mercado de trabalho ainda persistem

O Dia Internacional da Mulher, comemorado neste domingo (8), é uma data que reúne memória histórica, reconhecimento de conquistas sociais e reflexões sobre os desafios que ainda envolvem a participação feminina na sociedade e no mercado de trabalho.

A origem da data está ligada a mobilizações de mulheres no início do século XX, período marcado por reivindicações por melhores condições de trabalho, redução da jornada laboral, direito ao voto e igualdade de direitos.

Com o passar das décadas, o movimento ganhou dimensão global e passou a integrar a agenda internacional de debates sobre direitos humanos, igualdade de oportunidades e participação feminina na economia.

Hoje, além das homenagens, a data também impulsiona discussões sobre equidade salarial, acesso a cargos de liderança e maior representatividade feminina em áreas estratégicas da economia.

 

Presença feminina no mercado de trabalho

Nas últimas décadas, a presença das mulheres no mercado de trabalho brasileiro tem apresentado avanços relevantes. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam que a taxa de participação feminina na força de trabalho passou de 51,9% em 2012 para 52,8% em 2024.

Embora ainda inferior à participação masculina, que foi de 72,6% em 2024, o indicador demonstra a consolidação da presença feminina em diferentes setores da economia ao longo dos últimos anos. O avanço está associado a mudanças sociais, educacionais e demográficas, como a redução do tamanho das famílias e a ampliação do acesso das mulheres ao ensino superior.

Mesmo com a expansão da participação feminina no mercado, os dados também indicam desigualdades persistentes. Em 2024, a taxa de desocupação entre mulheres foi de 7,7%, enquanto entre homens ficou em 5,3%, demonstrando que elas ainda enfrentam maior dificuldade de inserção no mercado de trabalho.

Outro indicador que revela diferenças estruturais é a subocupação por insuficiência de horas trabalhadas. Em 2024, a taxa foi de 5,8% entre mulheres, contra 4% entre homens.

 

Participação feminina no emprego formal também cresce

Dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), do Ministério do Trabalho e Emprego, mostram que a presença feminina no emprego formal também tem aumentado.

Em 2023, o Brasil registrou cerca de 54,7 milhões de vínculos formais ativos, sendo 24,4 milhões ocupados por mulheres, o equivalente a 44,7% do total. Esse percentual demonstra crescimento em relação aos anos anteriores e evidencia a ampliação da participação feminina no mercado formal de trabalho.

Apesar desse avanço, a distribuição das ocupações ainda apresenta diferenças relevantes. Mulheres continuam concentradas em determinadas atividades e posições profissionais, além de estarem mais presentes em áreas como educação, saúde e administração pública.

Os dados também mostram que as mulheres permanecem sobrerrepresentadas em algumas categorias específicas, como o trabalho doméstico, que concentra percentuais superiores a 80% de participação feminina.

 

Quase metade da contabilidade brasileira já é formada por mulheres

A presença feminina também tem crescido nas áreas ligadas à contabilidade, finanças, auditoria e gestão empresarial. Em setembro de 2025, dados apresentados pelo então presidente do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), Aécio Dantas, indicavam que o Brasil possuía cerca de 538 mil profissionais da contabilidade, dos quais aproximadamente 240 mil são mulheres, entre contadoras e técnicas em contabilidade, número que representa praticamente metade da categoria no país. Em alguns estados, inclusive, a participação feminina já supera a masculina no exercício da profissão.

A atuação das mulheres na área vai além das funções operacionais e inclui participação em atividades estratégicas, como consultoria tributária, controladoria, compliance, auditoria e planejamento financeiro.

Nos últimos anos, também tem aumentado a presença feminina em cargos de liderança em escritórios contábeis, empresas de auditoria e instituições públicas ligadas à área econômica.

 

Diversidade e gestão ganham espaço nas empresas
A ampliação da participação feminina no mercado também tem impulsionado discussões sobre diversidade, governança corporativa e inclusão no ambiente de trabalho.

Empresas e organizações têm adotado políticas internas voltadas à promoção de igualdade de oportunidades, incentivo à liderança feminina e construção de ambientes profissionais mais diversos.

Para especialistas em gestão, equipes diversas tendem a ampliar a capacidade de inovação, fortalecer a tomada de decisões e melhorar os resultados organizacionais.

Nesse contexto, profissionais da contabilidade também desempenham papel relevante, atuando na estruturação de políticas de governança, transparência e gestão de pessoas dentro das organizações.

 

Data reforça reflexão sobre igualdade e oportunidades

Mais do que uma celebração simbólica, o Dia Internacional da Mulher se consolidou como um momento de reflexão sobre os caminhos necessários para ampliar a participação feminina na economia e na sociedade.

Debates sobre equidade salarial, acesso a cargos de liderança, empreendedorismo feminino e inclusão profissional costumam ganhar destaque nesta data.

Ao mesmo tempo, o reconhecimento das conquistas alcançadas ao longo das últimas décadas reforça a importância da participação das mulheres em diferentes setores produtivos, incluindo áreas estratégicas como contabilidade, tecnologia, administração e finanças.

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Fonte: Contábeis

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